" 'É só uma espada,' ela disse, alto dessa vez... mas não era.
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. A Agulha era as muralhas cinzentas de Winterfell, e o riso do seu povo. A agulha era as neves de verão, as histórias da Velha Ama, a árvore coração com as suas folhas vermelhas e a cara assustadora, o cheiro quente a terra dos jardins de vidro, o som do vento do norte a fazer estremecer as portas do seu quarto. A Agulha era o sorriso de Jon Snow."
(Arya Stark)
~O Festim dos Corvos (As Crônicas de Gelo e Fogo - Livro 4) - George R. R. Martin~
terça-feira, 30 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
~one more time...
"Se eu olhar pra trás, não vou conseguir", pensou, cheia de medo.
Correu até não ter mais forças. Correu até ser obrigada a parar e se apoiar sobre os joelhos para respirar.
E então ela olhou em volta. Havia corrido por todo o campo, e estava no alto da colina.
Adiante, um penhasco. O vazio da queda. A escuridão e o desconhecido.
O vento a empurrava para longe dele, mas algo na escuridão parecia chama-la de volta.
Por um momento, se sentiu sufocada e tentada a pular. Não havia mais nada a perder. Tudo já havia escorrido por entre seus dedos. Gloria, sonhos, e...
"Não se perde o que não se tem. Nunca foi meu. Nada nunca foi."
Ouviu passos atrás de si, e uma voz profunda dizendo "Volte. Já tentou sua teoria estupida, já testou sua ideia. Mesmo seus poderes não são capazes de esconder o que você é. Nem sua voz, nem seu olhar, nunca poderá. Volte pra mim, permita que eu a proteja e esconda de tudo. Nunca mais será ferida. Nunca mais irá sofrer."
Olhou os olhos negros do guardião e sua aura que parecia lhe engolir os sentidos. E por um momento pensou que iria se dobrar e voltar. Fechou os olhos para encontrar forças para voltar, e admitir sua fraqueza, e o quanto lamentava tudo, aceitando a mão que ele lhe estendia.
E ao fechar seus olhos, viu um outro olhar em sua mente. E pensou em como havia lutado para chegar ali.
"Não" ela respondeu. "Eu fico. Volte você, sua amargura, volte pra casa e fique longe de mim."
"Anna, não seja estupida. Somos eu, você e o penhasco. O que vai fazer, pular? Perdeu suas asas, perdeu o direito de voar, perdeu seus poderes. Você é apenas isso, fraca, destituída de brilho e beleza. Quem nos sete infernos olharia você? O que a fez pensar o contrario?"
Libertando-se das mãos dele, começou a andar de costas, em direção ao penhasco.
"Anna, não!" ele gritou, apenas para vê-la pular. Joss correu até a beira, apenas para se certificar de que havia acabado. "Que seja, que morra, que desapareça!" gritou para a escuridão abaixo de si.
Virou as costas e começou a andar em direção do vale, refazendo o caminho para casa. Por um momento, sentiu o aroma que exalava das asas de Anna, e pensou: "Nunca vi um deles morrer. Talvez seja o aroma da morte, e ela o carregou a vida toda. Talvez por isso não queria voltar. Para não senti-lo novamente". E sentiu pena de tê-la caçado por tanto tempo e por obriga-la a pular. Levou a mão ao peito, em sinal de respeito pela morte da antiga amante.
Então sentiu o aroma se tornando mais forte e mais próximo. Olhou para trás a tempo de vê-la emergir, asas infladas, cheia das marcas da queda, mas emanando força como nunca tinha visto antes. E bela, como jamais havia sido.
E com um sorriso nos lábios ela desapareceu.
Correu até não ter mais forças. Correu até ser obrigada a parar e se apoiar sobre os joelhos para respirar.
E então ela olhou em volta. Havia corrido por todo o campo, e estava no alto da colina.
Adiante, um penhasco. O vazio da queda. A escuridão e o desconhecido.
O vento a empurrava para longe dele, mas algo na escuridão parecia chama-la de volta.
Por um momento, se sentiu sufocada e tentada a pular. Não havia mais nada a perder. Tudo já havia escorrido por entre seus dedos. Gloria, sonhos, e...
"Não se perde o que não se tem. Nunca foi meu. Nada nunca foi."
Ouviu passos atrás de si, e uma voz profunda dizendo "Volte. Já tentou sua teoria estupida, já testou sua ideia. Mesmo seus poderes não são capazes de esconder o que você é. Nem sua voz, nem seu olhar, nunca poderá. Volte pra mim, permita que eu a proteja e esconda de tudo. Nunca mais será ferida. Nunca mais irá sofrer."
Olhou os olhos negros do guardião e sua aura que parecia lhe engolir os sentidos. E por um momento pensou que iria se dobrar e voltar. Fechou os olhos para encontrar forças para voltar, e admitir sua fraqueza, e o quanto lamentava tudo, aceitando a mão que ele lhe estendia.
E ao fechar seus olhos, viu um outro olhar em sua mente. E pensou em como havia lutado para chegar ali.
"Não" ela respondeu. "Eu fico. Volte você, sua amargura, volte pra casa e fique longe de mim."
"Anna, não seja estupida. Somos eu, você e o penhasco. O que vai fazer, pular? Perdeu suas asas, perdeu o direito de voar, perdeu seus poderes. Você é apenas isso, fraca, destituída de brilho e beleza. Quem nos sete infernos olharia você? O que a fez pensar o contrario?"
Libertando-se das mãos dele, começou a andar de costas, em direção ao penhasco.
"Anna, não!" ele gritou, apenas para vê-la pular. Joss correu até a beira, apenas para se certificar de que havia acabado. "Que seja, que morra, que desapareça!" gritou para a escuridão abaixo de si.
Virou as costas e começou a andar em direção do vale, refazendo o caminho para casa. Por um momento, sentiu o aroma que exalava das asas de Anna, e pensou: "Nunca vi um deles morrer. Talvez seja o aroma da morte, e ela o carregou a vida toda. Talvez por isso não queria voltar. Para não senti-lo novamente". E sentiu pena de tê-la caçado por tanto tempo e por obriga-la a pular. Levou a mão ao peito, em sinal de respeito pela morte da antiga amante.
Então sentiu o aroma se tornando mais forte e mais próximo. Olhou para trás a tempo de vê-la emergir, asas infladas, cheia das marcas da queda, mas emanando força como nunca tinha visto antes. E bela, como jamais havia sido.
E com um sorriso nos lábios ela desapareceu.
domingo, 28 de julho de 2013
~e pra começar...
...eu digo que não sei.
A verdade é que esse não é o primeiro, nem o segundo, e creio nem o último blog que eu escrevo.
Porque eu sou ligada no 220v e ESQUEÇO de atualizar.
Mas, vou tentar. E já conto porque.
Já que minha apresentação clássica tá ali no perfil do blogger (não viu ainda? vai ver, vai!), escrever alguma coisinha extra.
Tenho 29 anos, moro em São Paulo, leio compulsivamente (e vocês terão o prazer de ver que não escrevo tão bem quanto leio, mas tento rs), gosto de filosofar, e conversar, e andar. Respiro música e arte, especialmente fotografia. E embora eu negue, uma parte de mim ainda pensa que "essa será minha vida". E eu realmente quero que essa parte cale a boa.
A ideia aqui é basicamente contar minha rotina daqui até dezembro.
O que eu leio, o que eu ouço, o que eu faço, etc... Como vai a alimentação, como vão os exercicios (serio, estou me tornando uma pessoa "saudavel", mas sem pressa). Se alguém vai ler, não sei. Mas que eu vou escrever, vou.
E é isso, pelo menos por enquanto.
XoXo.
~Lê.
A verdade é que esse não é o primeiro, nem o segundo, e creio nem o último blog que eu escrevo.
Porque eu sou ligada no 220v e ESQUEÇO de atualizar.
Mas, vou tentar. E já conto porque.
Já que minha apresentação clássica tá ali no perfil do blogger (não viu ainda? vai ver, vai!), escrever alguma coisinha extra.
Tenho 29 anos, moro em São Paulo, leio compulsivamente (e vocês terão o prazer de ver que não escrevo tão bem quanto leio, mas tento rs), gosto de filosofar, e conversar, e andar. Respiro música e arte, especialmente fotografia. E embora eu negue, uma parte de mim ainda pensa que "essa será minha vida". E eu realmente quero que essa parte cale a boa.
A ideia aqui é basicamente contar minha rotina daqui até dezembro.
O que eu leio, o que eu ouço, o que eu faço, etc... Como vai a alimentação, como vão os exercicios (serio, estou me tornando uma pessoa "saudavel", mas sem pressa). Se alguém vai ler, não sei. Mas que eu vou escrever, vou.
E é isso, pelo menos por enquanto.
XoXo.
~Lê.
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